Níveis de obesidade

A determinação dos níveis de obesidade deve ser feita através de uma consulta médica; o texto abaixo serve apenas como informação.

26 de maio de 2015 • Por Mariana, em Cirurgia Bariátrica, Destaques, Dicas e Dietas


A sociedade em geral e as mulheres em particular tornaram-se reféns das balanças, aferindo constantemente o peso e mesurando a ausência ou presença da obesidade, mal tão temido tanto pelo lado estético quanto pela saúde e bem estar envolvidos.

Contudo, essa aferição diária não basta para saber qual o nível de obesidade de uma pessoa; para efeitos clínicos, é preciso saber qual o IMC (índice de massa corporal) de cada um para saber se há necessidade de alguma intervenção nutricional ou mesmo cirúrgica. Veja abaixo como calcular o IMC:

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O resultado desse cálculo simples irá fornecer ao seu nutricionista subsídios para uma diagnose mais precisa, sempre em conjunto com eventuais análises laboratoriais. Segundo os parâmetros estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), eis os diagnósticos preliminares para cada resultado obtido:

IMC abaixo de 20 – Peso considerado abaixo do normal. Apenas especialistas em nutrição e fisiologia poderão determinar se esse IMC é uma característica pessoal, hipertireoidismo ou desnutrição. Consulte-os caso haja alguma dúvida.

IMC entre 20 e 25 – Essa faixa pertence ao espectro normal da faixa de peso. Geralmente não há acúmulo de gordura e os níveis de colesterol, triglicérides e glicose estão dentro da faixa considerada saudável. Evidentemente, existem casos específicos onde pessoas com IMC considerado normal sofrem com diabetes e colesterol alto, e essas ocorrências devem ser devidamente diagnosticadas e tratadas.

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IMC entre 25 e 30, com cintura medindo até 89 cm – Essa é a faixa do chamado sobrepeso, a área limítrofe entre o peso normal e a obesidade. A aferição da cintura nessa faixa é importante porque ela denota o perigo da chamada gordura visceral, aquela que se acumula na região do abdome. Em condições normais, quando a cintura mede abaixo de 89 cm, pode significar que não há excesso de adiposidade nessa região e que a eliminação do peso excedente pode ser conseguida com uma dieta criteriosa e exercícios físicos moderados.

IMC entre 25 e 30,  com cintura acima de 90 cm – Quando a fita métrica alcança ou ultrapassa os 90 cm na área do abdome, pode significar que há muito tecido adiposo nessa região. A gordura visceral potencializa doenças cardiovasculares e a esteatose hepática (gordura no fígado). A partir dessa faixa, os cuidados nutricionais e físicos são imprescindíveis para a manutenção da saúde do paciente.

IMC entre 30 e 35 – É a faixa da obesidade leve, que pode ser tratada com dietas, exercícios e mudanças no estilo de vida. Segundo os especialistas, uma pessoa com esse nível de obesidade pode perder cerca de 10 por cento do seu peso corporal e sentir os benefícios desta perda principalmente no que tange aos níveis de colesterol, triglicérides e açúcar.

IMC entre 35 e 40 – Esta é a faixa da obesidade moderada, que pode acarretar dislipidemia (excesso de gordura no sangue), diabetes e aumento dos níveis de colesterol LDL, que entopem os vasos sanguíneos, além de dificuldades motoras por conta do excesso de peso imposto às articulações. É a partir desse nível de obesidade que o uso de remédios e mesmo a cirurgia bariátrica são aventados.

IMC acima de 40 – Chegamos à temida obesidade mórbida, cujo tratamento torna-se ao mesmo tempo urgente e difícil, já que o uso de medicamentos aliado a uma dieta restritiva podem não surtir os efeitos desejados em alguns pacientes. Na imensa maioria das vezes os métodos de redução do estômago por métodos cirúrgicos são as únicas alternativas para a manutenção da vida – isso mesmo, VIDA – do paciente.

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