Orientações para evitar a obesidade

O que cada um de nós pode fazer para evitar ou eliminar a sombra da obesidade?

12 de fevereiro de 2015 • Por Mariana, em Comportamento, Dicas e Dietas


A obesidade é considerada uma epidemia em diversos países e deixou o campo dos distúrbios para tornar-se uma doença crônica precursora de diversas outras, silenciosas e muitas vezes fatais como o diabetes, o colesterol alto e a hipertensão arterial.

Apenas uma pequena parte dos considerados obesos sofrem com disfunções endócrinas, como o hipotiroidismo; segundo pesquisas cada vez mais refinadas e constantes, os principais fatores que levam à obesidade são o sedentarismo, a má alimentação disseminada pela “cultura do fast-food”, o estresse e as facilidades da vida moderna.


Considerações sobre a obesidade e seu papel na saúde pública

Há cerca de 300 milhões de pessoas obesas no planeta, e o peso econômico dos malefícios causado pelo sobrepeso começa a preocupar cada dia mais os países, principalmente os Estados Unidos, que possui proporcionalmente a maior população de obesos no mundo.

Programas de incentivo à alimentação saudável, como a capitaneada pela primeira-dama estadunidense Michelle Obama, propagam-se pelo mundo sempre sob orientação de nutricionistas e endocrinologistas, entre outros profissionais de saúde.

Um exemplo é o programa do Ministério da Saúde que estabelece a redução do teor de sódio (sal de cozinha) dos produtos industrializados produzidos no Brasil. Até 2020 pretende-se retirar 8.788 toneladas de sal do mercado alimentício.


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O papel de cada um para evitar a obesidade

Embora campanhas como essa e muitas outras sejam louváveis e necessárias, as orientações para evitar a obesidade precisam encontrar respaldo em cada um, individualmente, através de atitudes que visem a mudança de diversos hábitos alimentares e de vida.

Os profissionais de saúde sabem que não é fácil, mas todo começo requer um pouco de sacrifício para que as incidências de doenças crônicas relacionadas com a obesidade diminuam. Veja algumas dicas e orientações:

  • Diminuir por conta própria o consumo de sal. A OMS recomenda um consumo diário de 5 gramas por dia, mas o brasileiro médio consome mais do que o dobro disso. Substitua o sal por temperos como alecrim e salsa.
  • Dormir entre seis e oito horas por noite. A relação entre obesidade e insônia é cientificamente comprovada.
  • Aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas. Priorizar a inclusão dos chamados alimentos funcionais, como os ricos em fibras, minerais e vitaminas que ajudem o metabolismo a queimar mais energia.
  • Consumir gorduras com muita moderação e quando o fizer, consumir as chamadas “gorduras do bem”, que aumentem as taxas de colesterol HDL, que ajuda o sangue e se livrar do colesterol ruim.
  • Pratique atividades físicas. Quem é sedentário pode começar caminhando ou pedalando cerca de 30 minutos por dia. Substitua certos confortos modernos para movimentar o corpo: use as escadas ao invés do elevador, deixe o carro em casa caso os trajetos sejam inferiores a um quilômetro.
  • Beba água. A hidratação mantém o sangue sempre limpo, porque os rins trabalham melhor quando bem hidratado. Dois litros por dia é o mínimo recomendado.
  • Evite comer com pressa. Mastigue com calma, dando tempo para que a grelina aja na sensação de saciedade.
  • O ideal é dividir as refeições diárias, transformando-as em seis: café da manhã. lanche matutino, almoço, lanche vespertino, jantar e ceia.
  • Diminua ou elimine o açúcar da dieta, mas não o substitua por adoçantes indiscriminadamente. Para evitar a ansiedade causada pela abstinência de açúcar, aposte no chocolate amargo ou nas frutas secas com uma pitada de canela em pó.
  • Coma mais peixe. Substitua os queijos gordurosos por ricotas ou queijos brancos. Prefira laticínios desnatados.
  • Aumente o consumo de grãos, como feijão e lentilha, ricos em fibras e minerais.
  • Elimine as frituras e carnes gordurosas. Asse ou grelhe os cortes bovinos ou suínos.

Lembre-se que essas são apenas orientações. Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte seu médico.

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