Nutrição comportamental

A nutrição comportamental é uma doutrina que amplia o velho bordão "somos o que comemos", incluindo algumas conjunções: "como, por que e com quem". Entenda.

Uma dieta bem elaborada reflete a relação de cada indivíduo com o que o alimenta. E se antes havia a “obrigatoriedade” em desenvolver regimes que controlavam e monitoravam calorias, permissões e proibições, hoje existe uma nova vertente chamada Nutrição Comportamental que propõe uma visão ampla sobre o ser humano e a comida.

A Nutrição Comportamental quer analisar o que, com quem, como e por que comemos, eliminando a velha dicotomia reducionista dos alimentos bons e ruins.

dieta-dos-pontos

Os princípios básicos

Cada ser humano tem sua própria maneira de conviver com o alimento, baseado em diversos fatores psicológicos, fisiológicos, culturais, climáticos, biológicos e econômicos. Os estudiosos artífices da Nutrição Comportamental chamam isso de comportamento alimentar.

Por sermos animais que comem alimentos de origem vegetal e animal, aprendemos a desenvolver uma relação muito específica com o que consumimos. Da boa e velha “tentativa e erro” dos nossos ancestrais ao desenvolvimento da agricultura e pecuária e suas tecnologias correlatas, formatou-se o paladar e consequentemente conceitos sobre o que é saudável, palatável, nocivo e mesmo perigoso sob uma visão por muitas vezes subjetiva.

Existe o “alimento saudável universal”?

A resposta para essa pergunta está embutida em outras questões: o alimento será saudável parta quem? Quem determinará o que é alimento bom e aimento ruim, e sob quais referenciais?

Nutricionistas que seguem o movimento da Nutrição Comportamental preceitam que não existem alimentos ruins, não há um vilão dietético a ser combatido e não podemos reduzir o alimento a calorias e nutrientes.

O prazer em comer, o cuidado na escolha dos alimentos, a paciência em preparar e degustar os pratos e a interação com o ambiente em que a refeição está sendo feita – incluindo aí pessoas, iluminação, higiene e a harmonização desses elementos – e a interpretação cultural que as pessoas tem com a comida, como o arroz-com-feijão brasileiro ou o veganismo, são as novas diretrizes a serem levadas em consideração ao elaborar uma dieta.

Calorías-ocultas-en-las-dietas

O ato de comer precisa ser respeitado.

Alimentar o corpo precisa ser mais do que simplesmente pensar em números frios e impessoais, segundo a Nutrição Comportamental. É preciso resgatar, mesmo que lentamente, alguns hábitos que auxiliam a se relacionar com a comida de forma prazerosa e amigável. Coisas como:

  • Cozinhar o próprio alimento sempre que puder, para saber o que está sendo usado e como dosar os elementos.
  • Saber as épocas em que verduras frutas e legumes são mais frescos e abundantes.
  • Respeitar os horários das refeições, mastigando mais devagar e saboreando o que vai à boca.
  • Resgatar os almoços e jantares com amigos e familiares, para que o prazer estenda-se à companhia de pessoas queridas.
  • Ter coragem de experimentar novos temperos e sabores, ao invés de dizer o velho “nunca comi e não gostei”.
  • Não abusar de dietas padronizadas, que limitam a alegria de comer e transformam o ato de se alimentar em uma mera contagem de calorias.

O acesso à Nutrição Comportamental é fácil?

Hoje, muitos nutricionistas vaticinam o término da contagem de calorias e o fim da demonização e do endeusamento de qualquer nutriente. O alimento não faz nada por si; é preciso que nossas atitudes com ele sejam, antes de mais nada, positivas e pró-ativas.

Consulte um nutricionista ou nutrólogo de confiança e conheça um pouco mais sobre essa nova tendência, nunca se esquecendo de ser responsável por sua saúde.

Avalie este conteúdo!

Avaliação média: 4.86
Total de Votos: 7

Nutrição comportamental

Comente