O paladar no emagrecimento

Nosso paladar pode ser ou um grande inimigo de nossa dieta ou um importante aliado. Basta que saibamos o que devemos combater e o que podemos manter no prato.

07 de novembro de 2014 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques


Comer, por mais que nutricionistas e adictos em regimes teimem em tentar demonizar o ato, é um enorme prazer. Esse deleite é um dos principais inimigos invisíveis dos esforços que nós fazemos diariamente durante dietas e exercícios físicos.

Aliado ao prazer de comer estão diversos reguladores emocionais e hormonais que precisam ser conhecidos para que saibamos como combatê-los.

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Saciedade versus recompensa

Alimentar o corpo é essencial à vida. A ligação que aciona a fome necessária para que nosso organismo receba nutrientes é o paladar, que determina as comidas saudáveis e agradáveis. Há um mecanismo hormonal que introduz a saciedade, mas o que nos leva aos picos de fome costuma sobrepujar os hormônios e têm origem basicamente emocional: a ansiedade e a necessidade de recompensa.

Essas duas sensações levam a pessoa a procurar alimentos que causem prazer, mais do que nutrição pura e simples. E o paladar joga a favor dos sentimentos, pois as predileções por alguns sabores nasce conosco.


A língua e nossa bússola alimentar

O órgão humano responsável por receber os estímulos dos sabores é a língua, que possui receptores para cinco sabores:

  • Salgado
  • Doce
  • Azedo
  • Amargo
  • Umami

Foi graças às papilas gustativas que nossos ancestrais puderam descobrir o que se podia comer sem se envenenar e se intoxicar com alimentos estragados. Os sabores azedos e amargos sempre foram ligados à “comida ruim”. Claro que hoje sabemos como contrabalançar isso, haja vista a quantidade de pessoas que gostam de jiló, por exemplo…

Já o gosto doce é naturalmente preferido por todos, pois ativa neurotransmissores que causam prazer. O sabor salgado é algo que o ser humano aprende a gostar após um curto período de adaptação.

Mas o pulo do gato, pelo menos para a indústria alimentícia, foi a inserção da gordura como agregador de paladar. E é nesse amálgama que reside o busílis. Ou traduzindo para o popular: é aí que mora o perigo.

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O papel da gordura no paladar

Não se sabe qual é o receptor gustativo que a gordura ativa, contudo descobriu-se que a junção dela com os sabores salgados e doces, aliados à sensações como a cremosidade, a textura e a suavidade, entre outros, faz com que o ser humano se alimente mais pelo prazer proporcionado pela mistura desses elementos do que por razões puramente nutricionais.

É muito fácil encontrar exemplos desse cruzamento nas prateleiras dos supermercados: alimentos salgados e doces onde a gordura opera como realce do prazer que o paladar pode causar. Basta ler os rótulos. A mistura entre gordura e sal, gordura e açúcar e mesmo gordura com glutamato, um exemplo clássico de sabor umami são onipresentes nas prateleiras.


Como controlar o ímpeto do paladar

Não é uma tarefa fácil lutar contra nosso próprio paladar. Afinal, segundo nutricionistas, o sabor salgado estimula as papilas gustativas e permanece na língua por muito tempo, e o gosto doce aliado à gordura inundam o cérebro de serotonina (sim, é isso que o chocolate faz), causando prazer e desejo por mais. É um mecanismo de recompensa contínuo e de certa forma cruel com qualquer dieta.

Por isso profissionais de saúde pregam a reeducação alimentar como a saída mais segura e eficaz para que uma dieta obtenha sucesso. A diminuição dos excessos de sal e açúcar é um caminho nada fácil, mas  perfeitamente possível com monitoramento profissional e força de vontade.

É preciso buscar o que se chama de “neutralidade do paladar”, onde os estímulos gustativos sejam ativados sem a veemência de um pacote de batata frita ou de uma barra de chocolate. A troca de temperos e de adoçantes faz parte dessa luta, mas apenas faça isso sob supervisão de um nutricionista. Os primeiros passos sempre são os mais duros, mas a caminhada emagrece!

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