O perigo das dietas mal feitas

Tão perigoso quanto o consumo desenfreado de certos alimentos é a adesão à dietas inadequadas ao seu biotipo. Conheça os perigos por trás de algumas dietas da moda.

30 de junho de 2015 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques


Emagrecer tem se tornado apenas uma meta estética, o que contraria os princípios médicos inerentes a qualquer dieta séria, que incluem o bem estar e a saúde do indivíduo acima de qualquer excesso no culote.

Infelizmente, a adesão às dietas da moda sem critério e distantes de qualquer acompanhamento médico são a norma para a imensa maioria dos brasileiros, e nem podemos culpar o sistema público de saúde.

Pessoas com poder aquisitivo alto o suficiente para manter academias e consultas particulares mergulham de cabeça no perigoso mundo dos fármacos e dietas estelares sem acompanhamento nutricional.


Dietas mal feitas: perigo real

 

Estudos formulados pelo Inserm (sigla em Francês para Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica), renomado instituto científico e tecnológico criado pelo governo da França, analisaram por três anos cerca de 100 mil pacientes que são ou foram usuários tanto das dietas da moda quanto de recomendações médicas e nutricionais.

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Os resultados foram os seguintes:

  • Quem seguiu qualquer uma das dietas restritivas em voga conseguiu perder peso e medidas de forma muito rápida. Contudo, a recuperação e mesmo a exacerbação do peso aconteceu ainda mais rápido ao término do tempo determinado pela dieta.
  • Pacientes que seguiram as orientações nutricionais prescritas por profissionais médicos, menos drásticas e mais balanceadas, conseguiram eliminar o peso e mantê-lo seis meses após o início da dieta.


As causas do fracasso das dietas mal feitas

Nutricionistas, endocrinologistas e demais profissionais de saúde não ficaram surpresos com os resultados. Afinal, é a corroboração de anos, por vezes décadas, de observação e prescrição de dietas formuladas não só para perder peso.

E os erros cometidos pelas dietas da moda são tão gritantes aos olhos desses profissionais que eles resolveram enumerá-los. Eis um resumo escrito por uma leiga:

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Supressão de um nutriente essencial na dieta – Algumas destas fórmulas simplesmente eliminam algum tipo de alimento. Há dietas sem carboidratos, sem gorduras e sem sentido que são seguidas cegamente porque a atriz X ou a cantora Y eliminou Z quilos.

O metabolismo precisa de carboidratos para obter energia para VIVER, e a falta dele pode causar deficiências em órgãos nobres, como os rins e o fígado, além de disfunções cognitivas, como tonturas e cegueira noturna.

Certas vitaminas só são digeridas na presença de gorduras, e as avitaminoses causadas pela ausência delas pode causar sérios danos à saúde.

Aumento de consumo de um único nutriente – Algumas dietas se notabilizaram em endeusar o consumo de proteína como a cura para a obesidade, graças à queima mais rápida da gordura localizada nos músculos.

Contudo, o aumento de consumo de carnes e leguminosas ricas em proteínas aumenta a produção de corpos cetônicos, que libera excesso de “sobras” no sangue, sobrecarregando os rins que filtram toda essa “tralha”, causando severas panes no sistema renal.

Descobriu-se mais um agravante: a cetose aumenta a acidez sanguínea e para que o equilíbrio do pH seja restaurado, o metabolismo rouba cálcio dos ossos, enfraquecendo-os. Bem, esse estudo ainda está em seus estágios iniciais, mas os fatos iniciais são preocupantes.

Dietas hiperproteicas são perigosas para o coração – O consumo de proteína e suas gorduras incorporadas aumenta a carga lipídica (ou colesterol) da corrente sanguínea, além de aumentar as taxas de ferro, mineral que em excesso potencializa problemas cardíacos.

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