O que aprendi com as dietas restritivas

O que podemos tirar de bom de dietas que eliminam nutrientes e nos fazem passar fome ao invés de emagrecer?

08 de março de 2017 • Por Mariana, em Alimentos, Destaques, Dicas e Dietas


Dietas restritivas são, a médio e longo prazo, extremamente prejudiciais à saúde como um todo e ao objetivo de emagrecer, em particular. Afinal, perder peso implica em comer todos os nutrientes na medida correta e incluir atividades físicas que eliminem o sedentarismo e promovam a queima calória necessária.

Mas mesmo essas dietas restritivas podem ser úteis como fonte de pesquisa e lições sobre alimentação quando devidamente observadas sob o olhar clínico de um nutricionista e o bom senso de nós, eternos pacientes. Vamos a algumas delas.

Dieta da sopa

Uma das mais restritivas e até mesmo perigosas já criadas pela rede mundial de computadores. Substituir TODAS as refeições por uma sopa é absolutamente temerário; a carência de nutrientes e vitaminas é evidente e essa dieta pode levar a casos de desnutrição severa.

Contudo, uma sopa como prato principal do jantar é recomendado por diversos nutricionistas, principalmente se preparada com ingredientes naturais. Sopas instantâneas têm muito sódio. Capriche na escolha da proteína e cuidado com os carboidratos simples.

Dieta Atkins

Priorizar proteínas e gorduras e proibir o consumo de carboidrato; esse é o preceito dessa famosa dieta que tomou de assalto o mundo principalmente no século passado. Como todos já sabem hoje em dia, a eliminação total de carboidratos causa mal-estar, fadiga, tontura e irritabilidade a médio e longo prazo, e gorduras saturadas em excesso podem causar diversos problemas cardiovasculares.

O ponto positivo é a descoberta de novas fontes de proteína. Graças à obsessão do doutor Atkins por esse nutriente, descobriu-se que a proteína pode ser encontrada em diversos alimentos de origem vegetal, como a soja e castanhas. Além disso, diversas fontes de proteína animal mais saudáveis foram colocadas sob os holofotes, como os peixes e o leite desnatado.

Dieta sem proteínas

Tudo o que foi dito a respeito do exagero no consumo de proteínas no último tópico pode ser reproduzido aqui; basta trocar o nutriente principal. Eliminar a proteína e consumir apenas carboidratos empobrece o cardápio, eliminando vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais.

O lado bom dessa dieta maluca (desculpem-me, mas não consigo ser isenta ao me reportar sobre essas dietas, que foram meu calvário durante anos) é a descoberta dos carboidratos presentes em frutas, legumes e verduras e a consciência de priorizar carboidratos complexos que sejam fonte de fibras.

Dieta sem gorduras.

Mais um exemplo de extremismo irresponsável. As gorduras possuem funções vitais em nosso metabolismo e não podem ser simplesmente abandonadas. Sem esse nutriente, nossas células estariam incompletas e muitas vitaminas não seriam absorvidas.

Contudo, esse regime nos fez perceber os diferentes tipos de gordura e que sim, há gorduras boas que podem ser consumidas com moderação e prazer, como as famosas gorduras mono e poli- insaturadas.

Considerações finais

Dietas restritivas não são, em hipótese alguma, alternativas saudáveis. A única coisa que podemos retirar de bom dessas sandices em forma de regime é dar maior atenção a todos nos macro e micronutrientes sob uma lupa apurada e saber o valor de todas elas, em equilíbrio, na alimentação.

Sempre peça ajuda a um nutricionista. Elaborar um cardápio saudável e com todos nos nutrientes necessários é parte da expertise dele. E claro, abandone o sedentarismo e inclua exercícios em sua rotina.

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