O que é dieta alimentar?

Perguntas que parecem óbvias são as que merecem ser respondidas, pois nesses questionamentos residem respostas que podem salvar uma dieta do fracasso.

Aposto que algum engraçadinho metido a professor de Português deve tê-la espinafrado quando você ousou perguntar o que é dieta alimentar, dizendo algo como “dieta alimentar é um pleonasmo! Toda dieta é alimentar, dãããã!”.

Pois a sumidade do vernáculo não deve saber que dieta também é o nome de uma assembleia com fins legislativos em alguns rincões europeus, o que torna o pleonasmo inexistente. Como esse blog não é sobre Língua Portuguesa ou geopolítica, vamos saber o que é dieta alimentar relacionado com o emagrecimento.

O grande problema da interpretação dada à palavra dieta é o peso restritivo que ela ganhou graças a décadas de batalha contra a obesidade. Uma das maneiras de vermos a dieta como aliada e não inimiga é voltando ao núcleo primitivo do seu significado. Talvez assim a dieta deixe de ser o monstro verde com um tomatinho cereja em um prato.

Definição genérica de dieta alimentar

A palavra “dieta” tem origem grega; deriva-se para palavra diaitia, que significa “modo de viver”. A aplicação da palavra como a conhecemos data do século XV, e uma das definições mais abrangentes é “cota habitual de alimentos sólidos e líquidos que uma pessoa ingere”. Por isso, o que você, prezada leitora, consome nos cafés da manhã, almoços e jantares é sua dieta.

O grande problema reside no quanto se come e qual o gasto calórico ligado a esse consumo. Décadas de evolução nas relações familiares, trabalhistas e cotidianas fizeram que o ser humano continuasse consumindo a mesma quantidade de calorias e fazendo cada vez menos esforço.

Em outras palavras, uma dieta alimentar equilibrada e ideal deve contar com todos os nutrientes necessários para a metabolização. Você deve saber quais são mas não custa reforçar:

  • Carboidratos — a fonte primordial de energia dos seres vivos. Obtidos através do consumo de açúcares, farinhas, frutas, legumes e verduras.
  • Proteínas — os “tijolos” do corpo, constroem e reparam músculos, pele, cabelos unhas e órgãos internos. As proteínas mais eficazes são encontradas em carnes, leite e ovos, embora muitas leguminosas e verduras possuam proteínas, porém menos eficazes.
  • Gorduras — tecnicamente chamadas de lipídios, fornecem energia através das reservas que elas formam, além de serem vitais para a síntese de diversas vitaminas. E por falar nelas…
  • Vitaminas e minerais — são substâncias com função reguladora. Pense neles como maestros que regem a atuação dos nutrientes acima mencionados.

Dieta alimentar e suas variações

Uma dieta alimentar também pode obedecer algumas regras impostas pela cultura de cada indivíduo, pelas crenças religiosas e por recomendação médica. Veja as mais conhecidas.

  • Dieta vegetariana — adeptos do vegetarianismo recusam-se a comer quaisquer tipo de alimento provindo de um ser vivo, principalmente carne. Dentre os vegetarianos há diversas vertentes; os ovolactovegetarianos, que consomem leite e ovos, os veganos, que não comem absolutamente nada provindo de animais, mel inclusive, e os frutarianos, que não comem plantas que precisam ser extraídos pela raiz.
  • Dieta macrobiótica — uma vertente dietética que prega o consumo de alimentos integrais, sem qualquer tipo de processamento, o cozimento inclusive.
  • Dieta pescetarianista — os peixes e frutos do mar são os únicos seres vivos que entram neste cardápio também restrito.

Que dieta seguir, então?

  • Um dos consensos entre os nutricionistas é a quantidade de calorias que um adulto saudável deve ingerir por dia sem prejuízos à saúde e à fome: cerca de 1300 kcal. Mas não basta apenas consumir as 1300 calorias; é preciso gastá-las apropriadamente.
  • A chave do sucesso de uma dieta é o equilíbrio entre o consumo saudável e e o uso desta energia durante as atividades cotidianas.
  • Se o problema for o excesso de alimento, principalmente os que causam diretamente a obesidade, é preciso prescrever uma dieta restritiva e aliá-la a uma atividade física moderada porém regular.
  • Mas se as causa principal da obesidade é o sedentarismo, aumenta-se a carga de atividade física e alia-se a isso uma dieta que preencha as necessidades nutricionais sem que haja brechas para o acúmulo de gordura.

Há muito mais dietas alimentares existentes mas não é minha intenção fazer um artigo da Wikipédia aqui em meu blog. O importante é saber que uma dieta alimentar que se pretende ser auxiliar numa terapia de emagrecimento precisa passar por uma criteriosa análise nutricional e clínica. Antes de qualquer decisão sobre que dieta alimentar seguir, procure sempre auxílio médico.

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