O que é pior: excesso de exercício ou sedentarismo?

Entre os dois extremos – exercício e sedentarismo – há um abismo onde germinam diversas dúvidas. Os limites entre os dois são as principais.

23 de fevereiro de 2015 • Por Mariana, em Comportamento


A boa e velha dobradinha “dieta balanceada-exercício” é a atitude recomendada por 10 entre 10 nutricionistas, nutrólogos e demais profissionais de saúde para que quer emagrecer com saúde e segurança.

Contudo, assim como com a alimentação, existe um limite para a prática de atividade física de forma benéfica, ao contrário de quem prega a ausência de malefícios dessas atividades. Assim como o sedentarismo, o excesso de exercícios escondem perigos que precisam ser conhecidos.

caminhada-condicionamento


Correr demais e não fazer nada fazem mal igualmente

Uma pesquisa capitaneada pelo Hospital Frederiksberg, em Copenhague (Dinamarca), durante 12 anos, mostrou os efeitos tanto dos diferentes ritmos de corrida quanto do sedentarismo de uma parcela de voluntários.

As pessoas que corriam em ritmo de leve a moderado – entre 30 minutos e 2 horas e meia por semana – tiveram índices de mortalidade baixos. Já entre os extremos – os sedentários e os que corriam em ritmo forte (mais de quatro horas semanais) – houve uma taxa alta de mortes.

A causa mais provável de óbitos mais frequentes entre quem corria com maior intensidade é a mudança no coração de quem praticava o exercício. Usando as palavras dos pesquisadores, houve uma transformação dos músculos cardíacos e das artérias, e elas foram danosas.


Sedentarismo e inatividade matam mais do que obesidade!

Outro estudo, dessa vez conduzido pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), registrou que houve mais de 670 mil mortes decorrentes do sedentarismo, contra cerca de 337 mil óbitos por causa da obesidade.

Ao se aprofundar nesses números, os pesquisadores notaram que pessoas sedentárias mas dentro do considerado peso normal tem maiores chances de morrer do que pessoas obesas que caminham pelo menos 20 minutos por dia, já que pessoas que estão acima do peso mas que mantém qualquer atividade física tendem a ser mais saudáveis.

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Conclusões

Os resultados dessas pesquisas concluíram o valor do equilíbrio em todas as atitudes, inclusive e principalmente no que tange aos exercícios e ao sedentarismo.

Inatividade sempre foi considerada maléfica, mas não é preciso se transformar em um ultramaratonista para ser saudável. Basta a inclusão de caminhadas mais intensas ou corridas que não ultrapassem os limites acima mencionados.

De acordo com os estudos, o ritmo ideal de corrida é moderado, três vezes por semana, durante no máximo duas horas e meia por dia.

Já os sedentários podem simplesmente andar 20 minutos por dia até que esse condicionamento os faça aumentar o tempo de caminhada, a distância do percurso e mesmo a cadência.

Não custa nada lembrar: sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer exercício.

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