Obesidade e Testosterona

A obesidade influi de maneira inegável sobre os níveis de testosterona, e isso pode causar queda na qualidade de vida a longo prazo.

03 de setembro de 2015 • Por Mariana, em Comportamento, Medicamentos


Os níveis de testosterona (hormônio masculino responsável, entre outras funções, pelo desejo sexual) diminuem naturalmente após os 45 anos no período de vida chamado de andropausa, análogo à menopausa feminina.

Infelizmente a obesidade tem feito com que os níveis de testosterona diminuam bem antes dessa “idade-limite”, o que tem preocupado a comunidade médica.


Qual a ligação entre a obesidade e os níveis de testosterona?

Antes de começar, é sempre bom lembrar que esse texto é uma simplificação para melhor entendimento.

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Clinicamente falando, a obesidade é uma inflamação. Essa infecção causa diversas mudanças hormonais importantes.

Uma delas é a produção de uma substância chamada leptina, cuja finalidade é mandar mensagens de saciedade ao cérebro. O tecido adiposo (a gordura) produz mais leptina do que o necessário, fazendo com que a pessoa fique “imune” aos seus efeitos.

O problema é que a leptina também age sobre os hormônios sexuais que produzem espermatozoides (FSH, o hormônio folículo estimulante) e a testosterona (LH, hormônio luteinizante).

Juntamente com esse desequilíbrio, a gordura oscila a produção da nossa velha conhecida insulina, causando excesso e produção desse hormônio e consequente resistência metabólica a ele.

No meio dessa batalha de hormônios, a testosterona sai perdendo e começa a diminuir sua presença no organismo (isso faz parte dos sintomas da temida síndrome metabólica) antes da “idade-limite”.


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O homem é o principal inimigo de seus níveis de testosterona

Infelizmente, os homens não estão habituados a visitar um urologista com a mesma frequência com que as mulheres vão ao ginecologista. Ao invés de fazer exames periódicos de aferição dos níveis de testosterona, os homens mascaram os efeitos da obesidade e do sobrepeso sobre o hormônio de duas formas:

  • Usando remédios para disfunção erétil (Viagra e Cialis, por exemplo);
  • Tomando reposições hormonais de testosterona, muitas vezes indiscriminadamente.


O que fazer?

A resposta mais óbvia é: emagrecer. Mas não só perder peso por motivos estéticos.

Os homens têm uma vantagem extra sobre as mulheres: a testosterona ajuda, e muito, a queima calórica, já que ela também é responsável pela formação da massa magra, ou seja, dos músculos.

Por isso, a junção de uma dieta adequada e devidamente monitorada por um especialista e a inclusão de atividades físicas costuma dar resultados comprovadamente eficazes no aumento dos níveis de testosterona e na perda de peso.

Os homens precisam se acostumar a se consultar com um urologista para fazer exames periódicos, principalmente após os 30 anos.

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