Obesidade e Testosterona

A obesidade influi de maneira inegável sobre os níveis de testosterona, e isso pode causar queda na qualidade de vida a longo prazo.

Os níveis de testosterona (hormônio masculino responsável, entre outras funções, pelo desejo sexual) diminuem naturalmente após os 45 anos no período de vida chamado de andropausa, análogo à menopausa feminina.

Infelizmente a obesidade tem feito com que os níveis de testosterona diminuam bem antes dessa “idade-limite”, o que tem preocupado a comunidade médica.

Qual a ligação entre a obesidade e os níveis de testosterona?

Antes de começar, é sempre bom lembrar que esse texto é uma simplificação para melhor entendimento.

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Clinicamente falando, a obesidade é uma inflamação. Essa infecção causa diversas mudanças hormonais importantes.

Uma delas é a produção de uma substância chamada leptina, cuja finalidade é mandar mensagens de saciedade ao cérebro. O tecido adiposo (a gordura) produz mais leptina do que o necessário, fazendo com que a pessoa fique “imune” aos seus efeitos.

O problema é que a leptina também age sobre os hormônios sexuais que produzem espermatozoides (FSH, o hormônio folículo estimulante) e a testosterona (LH, hormônio luteinizante).

Juntamente com esse desequilíbrio, a gordura oscila a produção da nossa velha conhecida insulina, causando excesso e produção desse hormônio e consequente resistência metabólica a ele.

No meio dessa batalha de hormônios, a testosterona sai perdendo e começa a diminuir sua presença no organismo (isso faz parte dos sintomas da temida síndrome metabólica) antes da “idade-limite”.

O homem é o principal inimigo de seus níveis de testosterona

Infelizmente, os homens não estão habituados a visitar um urologista com a mesma frequência com que as mulheres vão ao ginecologista. Ao invés de fazer exames periódicos de aferição dos níveis de testosterona, os homens mascaram os efeitos da obesidade e do sobrepeso sobre o hormônio de duas formas:

  • Usando remédios para disfunção erétil (Viagra e Cialis, por exemplo);
  • Tomando reposições hormonais de testosterona, muitas vezes indiscriminadamente.

O que fazer?

A resposta mais óbvia é: emagrecer. Mas não só perder peso por motivos estéticos.

Os homens têm uma vantagem extra sobre as mulheres: a testosterona ajuda, e muito, a queima calórica, já que ela também é responsável pela formação da massa magra, ou seja, dos músculos.

Por isso, a junção de uma dieta adequada e devidamente monitorada por um especialista e a inclusão de atividades físicas costuma dar resultados comprovadamente eficazes no aumento dos níveis de testosterona e na perda de peso.

Os homens precisam se acostumar a se consultar com um urologista para fazer exames periódicos, principalmente após os 30 anos.

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