Obesidade Infantil e Obesidade na Adolescência

A obesidade infantil e na adolescência alastrou-se de forma endêmica na sociedade. Como combatê-la?

A preocupante escalada da obesidade infantil e na adolescência tem sido diagnosticada desde meados do século passado, quando diversos fatores sociais, comportamentais e alimentares sofreram mudanças severas.

A família tem um papel importante nesse processo, sempre contando com a ajuda profissional de médicos e nutricionistas. Mas antes de combater qualquer antagonista, é preciso conhecê-lo a fundo. A obesidade é um adversário que ataca em diversos fronts.

A obesidade infantil e na adolescência no Brasil

Segundo dados oficiais, uma em cada três crianças está acima do peso considerado ideal.

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Confrontando com as estatísticas dos anos 1970, onde apenas 3% da população entre 6 e 18 anos sofria com a obesidade, houve um aumento exponencial de crianças e adolescentes acima do peso em cinco vezes em 40 anos.

Por que houve esse aumento de crianças e adolescentes obesos?

Não é preciso fazer nenhuma profunda tese sociológica para chegar aos fatos (e antes que algum sociólogo queira me xingar, estou apenas sendo irônica; é óbvio que as causas aqui descritas vieram de longos anos de estudo. Deixe seu Twitter em paz).

As mudanças sociais, de comportamento e alimentares foram profundas e cultivadas aos poucos. Acompanhe.

  • Sedentarismo – Se antes as principais brincadeiras e atividades sociais envolviam algum esforço físico – brincar de pular corda, pega-pega, andar de bicicleta, jogar bola… – hoje as cidades não propiciam mais os mesmos locais de lazer de outrora. Seja por causa do pouco espaço nas cidades destinados ao lazer ou da violência urbana, as crianças e adolescentes de hoje em dia passam os dias jogando videogames e na frente de seus computadores e smartphones, gastando zero caloria.
  • Alimentação desequilibrada – A boa e velha junção arroz-com-feijão de nossos pais e avós foi, ao longo das décadas, sendo substituída por lanches com alto teor de gordura, petiscos com quantidades obscenas de sal e doces diversos e refrigerantes lotados de calorias vazias.
  • Fatores psicológicos – Nossas crianças estão expostas cada vez mais a dois males antes reservados aos adultos: a ansiedade e a depressão. Ambos os sentimentos geralmente são compensados em lanches com muita gordura e muito açúcar.
  • Genética e hormônios – Por último, mas não mesmo importante, há o fator metabólico/genético. No caso da herança genética, estudo comprovam que pais obesos tem uma enorme chance de gerar filhos obesos. Existem os casos específicos onde os hormônios são os principais inimigos, graças a diversas disfunções em glândulas, órgãos e mesmo a reação alérgica a diversas substâncias.

Como combater a obesidade infantil e na adolescência

Não existem milagres ou panaceias. A prevenção é o primeiro passo, e isso pode ser feito ainda com o bebê, estimulando o aleitamento materno. O leite materno possui tudo o que uma criança precisa, nutricionalmente falando, por seis meses de vida.

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Ensine as crianças a obedecer os horários das refeições. A regularidade na alimentação ajuda o metabolismo a funcionar como se deve, queimando as calorias e recebendo os nutrientes de forma correta.

Estimule desde cedo à pratica de atividades físicas. E nem é preciso fazer nada elaborado; dê uma bicicleta ao seu filho.

Não use comida como estímulo ou prêmio por bons comportamentos. Não demonize as guloseimas, apenas não habitue as crianças a acharem que esse tipo de alimento é uma “conquista”.

Procure sempre orientação médica se houver necessidade de uma intervenção mais efetiva. Não use o medo como arma. A informação e o amor com que essa informação é dada são armas infalíveis na reeducação alimentar.

E o mais importante: os pais devem ser exemplos de conduta. Se querem que uma criança se alimente de forma adequada, é preciso se alimentar de forma adequada no dia a dia.

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