Óleo de coco emagrece?

Entre as chamadas gorduras do bem, o óleo de coco extravirgem aparece como o mais procurado. Como podemos inclui-lo na dieta?

05 de fevereiro de 2014 • Por Mariana, em Comportamento, Dicas e Dietas


Quem procura por alimentos auxiliares em dietas conhece o novo xodó do mercado, o óleo de coco extravirgem. Suas propriedades são incensadas por inúmeras revistas e sites dedicados ao emagrecimento e às dietas e contam com o poderoso aval das pesquisas feitas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), amplamente divulgadas. Contudo, não há consenso entre nutricionistas, endocrinologistas e demais profissionais sobre a real eficiência do óleo, e tudo o que nós, leigos, queremos saber é: óleo de coco emagrece?

Coco


Propriedades do óleo de coco

O óleo de coco extravirgem é extraído do fruto maduro do coqueiro e os benefícios que ele proporciona foram devidamente investigados por uma banca de nutricionistas e endocrinologistas da UFRJ. As conclusões após 45 dias de estudos realizados com voluntários que possuíam obesidade leve foram as seguintes:

  • Uma colher de óleo de coco contém 110 calorias.
  • Apesar do grande aporte calórico, o consumo do óleo de coco aliado a uma dieta controlada ajuda a diminuir a gordura visceral.
  • O óleo de coco é rico em ácido láurico, que ajuda a turbinar o gasto calórico principalmente onde há acúmulo de gorduras localizadas.
  • O óleo de coco ajuda na redução do esvaziamento do intestino, aumentando a saciedade.

Segundo as pesquisas da UFRJ, o uso do óleo de coco, aliado a uma dieta equilibrada e a inclusão de atividades físicas, ajuda a emagrecer por aumentar a velocidade do metabolismo e diminuir a voracidade entre as refeições.


Polêmicas sobre o óleo de coco

Não há como discutir os resultados obtidos após tão criteriosa pesquisa, mas muitos nutricionistas questionam a real eficácia do óleo de coco na equação dietética proposta. Alguns profissionais questionam o fato dos voluntários já estarem sendo submetidos a uma dieta mais saudável, o que já facultaria perda de peso independentemente do uso do óleo de coco. Afinal, o consumo de gorduras saturadas e açúcar tinha sido reduzido e seria temerário dizer que apenas o consumo do óleo de coco seria responsável pelo emagrecimento.

Renomados endocrinologistas alerta sobre o efeito do óleo de coco sobre o metabolismo. Por mais que realmente haja maior rapidez na produção de energia, isso não significa que essa energia seja rapidamente usada, o que pode causar problemas de acúmulo de gorduras em áreas nobres do organismo, principalmente o fígado que poderá sofrer com a esteatose hepática. A diminuição da evacuação do intestino pode causar, em algumas pessoas propensas, males como prisão de ventre e refluxo.

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Mesmo os supostos benefícios ao coração, graças à presença do colesterol HDL – o colesterol bom – são questionados, pois a quantidade de colesterol ruim presente no óleo de coco não pode ser desprezada.


Consumir ou não o óleo de coco?

O velho clichê que diz que “toda moeda tem dois lados” é uma das poucas verdades no mundo das dietas e do emagrecimento. Consumir ou não o óleo de coco extravirgem na alimentação dependerá do diagnóstico que o seu médico fornecerá. Sabendo como seu metabolismo funciona e quais nutrientes seu corpo mais necessita, o óleo de coco pode ser introduzido à dieta de forma saudável e responsável. Todos os fatos acima descritos precisam ser levados em conta na anaminese. Seja responsável pela sua saúde usando ou não o óleo de coco.

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