Os adoçantes

Quais são os tipos de adoçantes existentes no mercado?

26 de junho de 2015 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques, Medicamentos


Quem entra no mundo das dietas inevitavelmente utiliza os adoçantes dietéticos em substituição ao açúcar, já que o subproduto mais conhecido da cana é reconhecidamente calórico.

O uso de adoçantes é tão disseminado em nossa vida que são poucos os que se perguntam quais os efeitos do uso indiscriminado e sem controle dos chamados edulcorantes. Afinal, no início o consumo dos adoçantes limitava-se a dietas que restringiam o consumo de carboidratos simples por diabéticos.

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Após a descoberta das baixas calorias do produto, houve um aumento no consumo, o que transformou o mercado dos adoçantes em um negócio milionário.

 

Evidentemente, após o boom de consumo, descobriram-se alguns efeitos colaterais e com isso, os limites de consumo dos adoçantes naturais e artificiais existentes no mercado.

Saber o que se consome e como se consome também ajuda uma dieta a ser saudável.

Definição legal de adoçante

Segundo portaria lavrada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o adoçante, que é chamado de edulcorante (aquilo que edulcora, adoça, torna doce, segundo o dicionário), é uma substancia diferente dos açúcares e que confere sabor doce aos alimentos, tendo como base exemplar a sacarose, o açúcar de cana, sendo classificado como realçador de sabor.

Adoçantes artificiais

Acessulfame K – Derivado do potássio, como indica a letra K, esse adoçante foi descoberto e 1967. Tem cerca de 200 vezes mais poder adoçante do que a sacarose e sue valor calórico é praticamente zero. Não é absorvido pelo organismo e pode ser usado em alimentos quentes. Recomenda-se o consumo diário de 15 mg por quilo corporal.

Aspartame – Criado em 1965, é 200 vezes mais doce do que a sacarose e usa-se muito nos chamados “refrigerantes zero”. A densidade energética do aspartame é de cerca de 4 calorias por grama, mas como o dulçor é atingido com pequenas quantidades os níveis calóricos no consumo são baixíssimos. Não é indicado para cozimento e não pode ser consumido por quem sofre de fenilcetonúria. A quantidade segura recomendável para consumo diário é de 40 mg por quilo corporal.

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Ciclamato – Um dos mais polêmicos adoçantes, pois a ele atribui-se propriedades cancerígenas. Seu consumo é proibido nos Estados Unidos, França, Inglaterra e Japão. É cerca de 40 vezes mais doce do que a sacarose é é um dos aditivos mais usados em adoçantes populares no Brasil. Contém sódio, o que o torna contraindicado para hipertensos e grávidas. O consumo por dia recomendado é de 11 mg por quilo corporal.

Sacarina – O mais antigo edulcorante do mundo, descoberto ainda no século XIX. Pode chegar a ter 500 vezes mais poder de adoçar alimentos do que o açúcar. É o responsável pela má fama dos adoçantes, por deixar o famoso traço residual amargo. Também possui sódio e por isso quem tem pressão alta deve evitar seu consumo. Bastam 5 mg por quilo diariamente.

Adoçantes

Adoçantes naturais

Estévia – extraído de um arbusto nativo da América do Sul (Stevia rebaudiana), é reconhecido como edulcorante desde 1931. Adoça cerca de 300 vezes mais do que o açúcar e pode ir ao fogo no preparo de alimentos. O consumo diário recomendado é de 4 mg por quilo corporal.

Frutose – o famoso “açúcar das frutas”, com poder adoçante 170 vezes maior do que a sacarose. Só é dietética quando consumida em pequenas quantidades, já que contem densidade energética semelhante ao açúcar da cana (4 kg por grama). Deve ser usada com a mesma moderação dedicada ao açúcar refinado por causar cáries.

Sorbitol – um açúcar de frutas específicas, como ameixa, pêssego, cerja e maçã, como menor poder adoçante do que a sacarose. Usado principalmente na indústria de gomas de mascar sem açúcar. Não causa cáries.

Por mais que pareça um exagero pedir ao seu médico uma “prescrição” de adoçante, o ideal é se submeter a uma bateria de exames clínicos para observar potenciais efeitos colaterais dos adoçantes, especialmente se consumidos sem critério e de forma exagerada.

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