Os mitos da dieta

Quais são os mitos da dieta que podem arruinar qualquer planejamento alimentar?

Um dos grandes empecilhos em uma dieta são os mitos passados entre gerações e ainda perpetuados por inércia, sem que ninguém os questione.

Diversos nutricionistas debruçaram-se sobre os mais comuns mitos da dieta ao redor do mundo e mostram que muitas dessas crenças eram apenas “pequenas peças” pregadas por pais e avós em tempos bem mais simples. Acompanhe.

“Não deixe sobras no prato. Coma tudo!”

Houve uma época em que a comida não era obtida em gôndolas de supermercado. Conseguir o alimento demandava tempo e trabalho duro, e quem não comia tudo estava desperdiçando o fruto de uma labuta árdua.

Hoje, podemos ter comida abrindo a geladeira e nosso gasto calórico é muito mais baixo. Por isso, é preciso pensar o que colocar no prato em cada refeição para que as calorias ingeridas não ultrapassem os níveis saudáveis.

Não queremos incentivar o desperdício, mas para saber qual porção nos deixa satisfeitos é preciso um curto período de tentativa e erro até que adequemos a quantidade de comida à necessidade. Forçar a comer tudo o que está no prato é um dos principais erros cometidos por pais, que atrelam a saciedade ao tamanho do prato.

“Não coma nada entre as refeições! Isso estraga seu apetite.”

Café da manhã, almoço e jantar. Muitos ainda acham que as três principais refeições são as únicas em que “se come direito”.

O grande problema é o intervalo entre elas. Os níveis de açúcar no sangue ficam desregulados durante períodos longos de jejum, o que pode causar picos de fome que serão saciados com gorduras e doces.

O consumo sem controle pode produzir picos de produção de insulina, que pode levar ao diabetes (Não custa lembrar: esse texto é uma simplificação para melhor entendimento).

Os famosos lanchinhos entre refeições devem ser feitos com alimentos saudáveis e que saciem sem incluir calorias em excesso. Frutas, verduras, iogurtes; peça sugestões a um nutricionista.

“Não coma antes de fazer exercício, isso faz mal!”

Realmente, comer algo e logo após fazer alguma atividade física pode causar episódios de congestão. O problema está na expansão errada dessa ideia, que vaticina o jejum absoluto antes de qualquer exercício.

Se você incluiu algum tipo de atividade física em sua rotina, aconselha-se consumir carboidratos com baixo índice glicêmico de 30 a 60 minutos antes de começar a se movimentar. Evite a proteína, que deve ser consumida depois do treino.

Jamais, em hipótese alguma, faça qualquer exercício em jejum.

“Coma rápido!”

Parece que estamos sempre atrasados. Não há mais tempo sequer para aproveitarmos as refeições, e isso tem uma origem: nossos pais nos apressando para ir à escola.

Acordar às pressas, comer um naco de pão ou um biscoito enquanto coloca o uniforme e ir mastigando à escola, quem nunca? Essa rotina fez com que nos habituemos a comer sem nos satisfazer.

Segundo estudos nutricionais, o cérebro demora em média 20 minutos para processar a saciedade, por isso é preciso obedecer um período de refeições onde se possa comer com calma.

“Eu mereço aquela torta depois de tudo o que fiz!”

Esse é um erro infelizmente muito comum: tratar comida como recompensa. O alimento deixa de ser fonte de energia e alívio da fome para ser um prêmio a ser conquistado após um dia difícil ou uma demanda bem feita.

Troque as recompensas alimentares por atividades prazerosas, como encontrar amigos, namorar ou simplesmente dedicar-se ao ócio essencial. Quando nos premiamos com comida nos transformamos em versões humanas do Scooby-Doo, que só fazia determinadas ações depois de um biscoito…

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