Os mitos da dieta

Quais são os mitos da dieta que podem arruinar qualquer planejamento alimentar?

26 de maio de 2014 • Por Mariana, em Alimentos, Dicas e Dietas


Um dos grandes empecilhos em uma dieta são os mitos passados entre gerações e ainda perpetuados por inércia, sem que ninguém os questione.

Diversos nutricionistas debruçaram-se sobre os mais comuns mitos da dieta ao redor do mundo e mostram que muitas dessas crenças eram apenas “pequenas peças” pregadas por pais e avós em tempos bem mais simples. Acompanhe.

dietas e mitos

“Não deixe sobras no prato. Coma tudo!”

Houve uma época em que a comida não era obtida em gôndolas de supermercado. Conseguir o alimento demandava tempo e trabalho duro, e quem não comia tudo estava desperdiçando o fruto de uma labuta árdua.

Hoje, podemos ter comida abrindo a geladeira e nosso gasto calórico é muito mais baixo. Por isso, é preciso pensar o que colocar no prato em cada refeição para que as calorias ingeridas não ultrapassem os níveis saudáveis.

Não queremos incentivar o desperdício, mas para saber qual porção nos deixa satisfeitos é preciso um curto período de tentativa e erro até que adequemos a quantidade de comida à necessidade. Forçar a comer tudo o que está no prato é um dos principais erros cometidos por pais, que atrelam a saciedade ao tamanho do prato.

“Não coma nada entre as refeições! Isso estraga seu apetite.”

Café da manhã, almoço e jantar. Muitos ainda acham que as três principais refeições são as únicas em que “se come direito”.

O grande problema é o intervalo entre elas. Os níveis de açúcar no sangue ficam desregulados durante períodos longos de jejum, o que pode causar picos de fome que serão saciados com gorduras e doces.

O consumo sem controle pode produzir picos de produção de insulina, que pode levar ao diabetes (Não custa lembrar: esse texto é uma simplificação para melhor entendimento).

Os famosos lanchinhos entre refeições devem ser feitos com alimentos saudáveis e que saciem sem incluir calorias em excesso. Frutas, verduras, iogurtes; peça sugestões a um nutricionista.

“Não coma antes de fazer exercício, isso faz mal!”

Realmente, comer algo e logo após fazer alguma atividade física pode causar episódios de congestão. O problema está na expansão errada dessa ideia, que vaticina o jejum absoluto antes de qualquer exercício.

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Se você incluiu algum tipo de atividade física em sua rotina, aconselha-se consumir carboidratos com baixo índice glicêmico de 30 a 60 minutos antes de começar a se movimentar. Evite a proteína, que deve ser consumida depois do treino.

Jamais, em hipótese alguma, faça qualquer exercício em jejum.

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“Coma rápido!”

Parece que estamos sempre atrasados. Não há mais tempo sequer para aproveitarmos as refeições, e isso tem uma origem: nossos pais nos apressando para ir à escola.

Acordar às pressas, comer um naco de pão ou um biscoito enquanto coloca o uniforme e ir mastigando à escola, quem nunca? Essa rotina fez com que nos habituemos a comer sem nos satisfazer.

Segundo estudos nutricionais, o cérebro demora em média 20 minutos para processar a saciedade, por isso é preciso obedecer um período de refeições onde se possa comer com calma.

“Eu mereço aquela torta depois de tudo o que fiz!”

Esse é um erro infelizmente muito comum: tratar comida como recompensa. O alimento deixa de ser fonte de energia e alívio da fome para ser um prêmio a ser conquistado após um dia difícil ou uma demanda bem feita.

Troque as recompensas alimentares por atividades prazerosas, como encontrar amigos, namorar ou simplesmente dedicar-se ao ócio essencial. Quando nos premiamos com comida nos transformamos em versões humanas do Scooby-Doo, que só fazia determinadas ações depois de um biscoito…

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