Refrigerantes diet: mitos e verdades

O consumo de bebidas light, diet e zero tem alguma influência sobre o controle da obesidade?

Os refrigerantes diet, light e zero são responsáveis por 25% do total de consumo das chamadas bebidas adoçadas no mundo. É um mercado bilionário que foi alicerçado em uma premissa saudável: consumir bebidas com zero açúcar e com adoçantes artificiais ajudam a combater a obesidade sem sacrificar quem está acostumado a beber refrigerante.

Entretanto, uma pesquisa feita em conjunto pela USP (Universidade de São Paulo), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Imperial College de Londres mostra que essa aparente fachada salutar é parte de uma bem orquestrada propaganda.

Diet é sinônimo de saudável?

No começo, o comércio de refrigerantes diet, light e zero focavam um público-alvo específico: pessoas que não podiam consumir açúcar, mais especificamente os diabéticos. Apesar de serem referências nesse mercado, ser conhecido como “bebidas para pessoas doentes” não é exatamente o marketing que um produto almeja, principalmente não sendo um medicamento.

Foi quando atinaram que o valor calórico dos refrigerantes era irrisório, beirando a zero. E o pulo do gato foi dado; de bebida substituta em dietas de restrição, o refrigerante diet tornou-se “o aliado da boa forma e do combate à obesidade”. Das gôndolas das farmácias para a dos supermercados foi um salto, ou melhor dizendo, um comercial bem sucedido de bebida light, diet e zero.

Mas o escrutínio dos pesquisadores voltou-se para a suposta vantagem nutricional de se consumir refrigerantes sem calorias. E as conclusões não foram muito animadoras.

Zero caloria, zero efeito

Após comparações feitas usando-se métodos científicos devidamente reportados, conclui-se que não há nenhuma comprovação sobre os benefícios do consumo de bebidas light, diet ou zero em uma dieta cujo objetivo é combater a obesidade. Na verdade, tanto as versões normais quanto as adoçadas artificialmente possuem o a mesma ineficácia no controle ou no combate à obesidade.

O que ocorre na verdade é o efeito compensatório causado pelo consumo dessas bebidas dietéticas. Como a pessoa está consumindo menos calorias na bebida, ela se sente livre para obter essa energia excluída na bebida em outros alimentos, geralmente doces e mais calóricos. É como a famosa piada em que a pessoa pede um sanduíche com tudo o que tem direito e no final pede para beber um guaraná light.

Isso posto, o intuito dos pesquisadores não é demonizar essas bebidas. A intenção é descolar o consumo de refrigerantes dietéticos dos chamados hábitos alimentares saudáveis, já que eles não acrescentam sequer calorias úteis ao metabolismo.

Considerações finais

Deixar ou não de tomar refrigerantes, sejam eles normais ou dietéticos, é uma decisão de foro íntimo. Sabendo-se o lado positivo e negativo em se consumir essas bebidas, compete a cada um saber o que fazer e como,lidar com esse produto. Seja qual for sua decisão, peça ajuda e orientação médica, sempre bem vinda quando o assunto é dieta.

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