Reposição hormonal na menopausa

Os efeitos desagradáveis da menopausa tem na chamada reposição hormonal uma chance de melhora de qualidade de vida.

12 de maio de 2017 • Por Mariana, em Comportamento, Medicamentos


As mudanças causadas pela menopausa podem trazer um decréscimo por vezes doloroso no estilo de vida de algumas mulheres. Fogachos, irritabilidade, fadiga, perda do desejo sexual e enfraquecimento ósseo são os sintomas mais comuns associados.

Por isso, a chamada reposição hormonal tem sido largamente utilizada por muitas mulheres. Os ovários deixam de produzir hormônios sexuais importantes (o estrógeno e a progesterona), responsáveis pelo delicado equilíbrio bioquímico do organismo, e a recolocação dessas substâncias é uma maneira de incrementar qualidade de vida, além de mudanças no estilo de vida.

Como é feita a reposição hormonal

A reposição hormonal deve ser prescrita e acompanhada por um ginecologista. Geralmente usa-se o estrógeno como hormônio principal, que pode ou não ser combinado com a progesterona.

O tratamento pode ser administrado de duas maneiras:

  • Via oral, através de comprimidos ou cápsulas;
  • Via transdérmica (pela pele), aplicando um gel ou colocando um adesivo.

A progesterona só entra no “coquetel” da reposição hormonal em casos específicos, como mulheres histerectomizadas (que sofreram intervenção cirúrgica para remoção do útero) ou em outros casos devidamente diagnosticados pelo ginecologista.

 

E a tal “isoflavona de soja”?

O prestigioso INCA (Instituto Nacional do Câncer) tem feito sucessivos testes com essa substância em terapias de reposição hormonal envolvendo mulheres que tiveram seu útero cirurgicamente removido.

As isoflavonas de soja são encontradas em diversos vegetais (a soja é o principal receptáculo dela, mas não o único) e tem a capacidade de simular a ação do hormônio estradiol, precursor do estrógeno.

Além da alimentação, as isoflavonas de soja podem ser encontradas em cápsulas e demais fármacos e também devem passar pelo crivo de um médico antes de ser consumida.

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A polêmica investigação sobre os perigos da reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal é feita desde a década de 1960, mas uma pesquisa chamada Women’s Health Initiative publicada em 2002 colocou o tratamento em uma incômoda berlinda.

A investigação durou seis anos (1993-1998) e envolveu cerca de 160 mil mulheres devidamente inscritas, com idades entre 50 e 79 anos e divididas em dois grupos, como de praxe em testes semelhantes:

  • O primeiro grupo tomava medicamentos para reposição hormonal baseados na combinação estrógeno-progesterona, mas em doses propositalmente mais altas do que as aplicadas normalmente.
  • O segundo grupo tomava um pílula placebo, ou seja, sem princípios ativos, mas com aspecto semelhante aos remédios ingeridos pelo primeiro grupo.

O trabalho de pesquisa deveria terminar em 2005, mas foi interrompido em 2002 porque verificou-se um aumento preocupante dos casos de câncer de mama, embolia pulmonar, infarto do miocárdio e AVC (acidente vascular cerebral, o popular derrame) nas pacientes submetidas à terapia de reposição hormonal.

Em contrapartida, a quantidade de fraturas ósseas decorrentes da osteoporose e as incidências de câncer intestinal sofreram uma importante redução.

Médicos e pacientes ficaram receosos e reticentes desde então. O que fazer a partir de agora? Esse assunto fica para o próximo texto.

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