“Saúde Frugal”, de Eduardo Corassa

Conheça as bases teóricas e práticas sobre as quais foi escrito o livro independente de Eduardo Corassa.

01 de dezembro de 2013 • Por Mariana, em Alimentos, Comportamento


O livro “Saúde Frugal”, de Eduardo Corassa, é a coroação de um projeto pessoal de mudança de hábitos alimentares e de vida que adquiriu ares de evangelização.

Aos 26 anos, Eduardo Corassa conseguiu publicar de forma independente um compêndio sobre uma vertente do vegetarianismo que causa imensas discussões: o crudivorismo.

Essa dieta, ou estilo de vida se preferir, elimina todo e qualquer tipo de cozimento de alimento, focando principalmente em legumes, frutas e vegetais. Por tabela, carnes e laticínios também são abolidos. Mas iremos por partes.

Como Eduardo Corassa tornou-se crudívoro

Na adolescência, Eduardo Corassa era o retrato do jovem sedentário tão dissecado no mundo moderno.

Ele trabalhava como jogador de videogame profissional e por isso seu estilo de vida era sentar-se em uma cadeira ou sofá e testar a jogabilidade de diversos games. Seu cardápio era tudo, menos o que se poderia chamar de saudável:

  • Batatas fritas;
  • Hambúrgueres;
  • Refrigerantes às baciadas;
  • Doces recheados de açúcar;
  • E para piorar, cigarros.

Junte a isso horas a fio sem uma mísera atividade física sequer e noites insones jogando videogame e Eduardo Corassa via-se com pelos menos dez anos a mais além dos seus anos adolescentes – entre 16 e 20 anos.

O resultado não poderia ser outro: longos períodos ficando doente, cansaço sem fim, desânimo e uma aparência que não denotava sua pouca idade.

Pesquisando na internet sobre os efeitos dessa dieta desregrada em sua saúde, Eduardo Corassa descobriu o crudivorismo e fuçou os estudos e artigos de dois dos principais estetas do movimento crudívoro.

São eles: os estadunidenses Douglas Graham e Herbert Shelton. Literalmente de uma hora outra, Corassa aderiu entusiasticamente à alimentação crua.

Eduardo Corassa e a dieta higienista

Concomitante à faculdade de letras, Eduardo Corassa foi aos Estados Unidos para estudar na University of Natural Health, que fica na cidade de Brandon, no estado do Mississipi.

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Foi lá que ele aprofundou ainda mais seus conhecimentos sobre as dietas vegetarianas e principalmente sobre o crudivorismo.

Hoje, além de formado em Letras, também estuda Nutrição e ministra palestras sobre estilo de vida vegano em geral, crudivorismo em particular e no que se convencionou chamar de dieta higienista. Num resumo leigo (e por isso mesmo sujeito a erros), pode-se dizer que:

  • A dieta higienista, criada por Herbert Sheldon, prega a combinação correta de alimentos para que a digestão não seja comprometida.
  • Na visão de Eduardo Corassa, a dieta higienista passa por uma temporada de jejum para depuração, por ser “a forma máxima de auto cura” (citação da contracapa do livro “A Dieta Higienista”, também escrito por Corassa).
  • O crudivorismo seria a complementação da depuração, por alimentar o corpo com “organismos vivos” e que podem fornecer aos seres humanos a totalidade da energia contida neles.

O crudivorismo e a nutrição

O livro “Saúde Frugal” de Eduardo Corassa está à venda através do blog mantido pelo escritor e nos eventos em que ele participa.

O livro exorta a alimentação crua desde sua descrição, dizendo que o livro é “o guia ao crudivorismo e à higiene natural, a dieta e o estilo de vida prístino para o qual os seres humanos foram criados” (Prístino é uma maneira bonita de dizer “antigo”).

Embora ele tenha perdido peso de forma significativa (cerca de 20 quilos) e isso já ser o suficiente para que muitas queiram aderir ao estilo de vida crudívoro, cabem algumas notas colhidas com nutricionistas.

  • Se é verdade que o cozimento elimina alguns nutrientes, também é verdade que isso não acontece com todos eles. O tomate e a goiaba concentram mais licopeno quando cozidas e os níveis de betacaroteno da cenoura aumentam quando ela é aquecida.
  • Dietas vegetarianas em geral causam deficiência de vitamina B12, só recompostas através de suplementos vitamínicos.
  • O crudivorismo é saudável, desde que sejam acrescidos à dieta nutrientes que legumes, frutas e verduras cruas não fornecem. Uma dieta cem por cento crudívora pode causar desnutrição sem acompanhamento nutricional correto.

O próprio Eduardo Corassa afirma em seu livro que as informações que ele expõe são fruto da opinião pessoal dele, não devendo ser seguida sem acompanhamento médico adequado.

Prudência e uma maçã por dia (já que canja de galinha é cozida e tem animal em sua composição, por isso não entre em dietas de alimentos crus) não fazem mal a ninguém.

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